nascer...chorar...de felicidade...de arrependimento...estar rodeado...permanecer sozinho no espaço em que estamos...ter muralhas inabaláveis...estar na linha da frente da guerra...estar seguro...viver na corda bamba...receber calor...ser uma placa de glaciar...ser uma pedra por lapidar...ou um lápis que nunca é afiado...ser David...ou Golias?...erguer-se como o cogumelo de uma bomba atómica...ter a imponência de um azulejo que reveste o nosso chão...ser cor-de-rosa berrante...talvez cinzento discreto...cantar como Pavarotti...rezar suavemente um terço...criar...fazer parte...ser um pintor maníaco...talvez mineiro...polinizar como as abelhas...ser o sol do deserto...ser um bom manual de instruções...ou talvez um livro da biblioteca do Vaticano...ser como o vinho do porto...ser uma flor sem água...restaurar um monumento...provavelmente fechar para obras...olhar para trás e ficar cego com a luz...provavelmente cego com a falta dela...ser imortal...um tesouro na ponta do arco íris...morrer...continuar morto...ter alguém...estar sozinho.
dramaturgos amadores
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
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2 comentários:
Já experimentaste estar deitado com as costas na relva húmida?... De olhos fechados, num dia de Sol... A luz que te aquece o corpo... Os braços abertos, os olhos fechados... A sensação que podes, de facto, fazer tudo o que sonhas...? Mesmo sozinho...
Afinal também escrevem coisas bonitas... :)
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